Ilustração: Nik
A turma que pratica esportes sabe e recomenda: depois do exercício físico, nada melhor do que comer algum alimento com bastante carboidrato para repor as energias. E mesmo quem não é adepto do futebol ou da academia precisa caprichar nas massas e pães para abastecer todas as células do corpo. Pois todas as atividades do dia a dia, tanto as mais exaustivas como as básicas, como o funcionamento dos órgãos, utilizam a mesma molécula como fonte de energia – a glicose. E é nos carboidratos, encontrados nos derivados do trigo, como pães e macarrão, que elas estão presentes.
Isso vale tanto para homens como para mulheres, apesar da quantidade de calorias diárias que compõe o cardápio dos marmanjos ser normalmente maior do que das mocinhas pela sua condição genética e hormonal. Elas possuem mais massa gorda, enquanto eles esbanjam mais massa muscular, também chamada magra. Só para dar uma ideia: entre 80 e 85% do corpo masculino é de massa magra – ossos, músculos, órgãos, sangue –, ante 70 ou 75% do corpo das mulheres.
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O que determina a diferença entre homens e mulheres é o fato de eles possuírem maiores concentrações de testosterona, o hormônio masculino. “O tecido muscular é ativo e necessita de muita glicose. Por isso, na hora de montar o prato, a rapaziada deve completar a metade com fontes de carboidratos, sendo o restante composto de proteínas e gordura”, afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, de São Paulo. Isso significa 1,4 mil calorias de carboidratos, o que corresponde a 350 gramas desse tipo de nutriente, já que cada grama dele tem 4 calorias.
Esse equilíbrio é importante não apenas porque esses nutrientes fornecem energia para o corpo mas também porque poupam as proteínas para suas funções de síntese e reparo dos tecidos. Se a quantidade de carboidratos ingerida for insuficiente devido a uma dieta inadequada, o corpo mobiliza as gorduras para o consumo energético e, ao esgotar essas reservas, passa a utilizar a proteína. “Nesses casos, ocorre a perda de músculo e de água corporal, além do acúmulo de substâncias ácidas, que são prejudiciais ao organismo”, diz a nutricionista.
Dos diferentes tipos de carboidrato – com glicose mais ou menos acessível –, os nutricionistas recomendam aqueles que demoram um pouco para serem digeridos e, assim, não provocam picos de açúcar no sangue, o que exige mais insulina, mais atividade do fígado e maior estocagem (que é o gatilho para o surgimento das gordurinhas). Entre esses alimentos, estão os feitos com cereais integrais, como o pão e a torrada e as massas também desse tipo. As leguminosas, como o feijão, a lentilha, a ervilha e o grão-de-bico, também são uma boa pedida. Outra opção é combinar um carboidrato desse com outro que seja absorvido mais rápido: é a famosa combinação brasileira do arroz e feijão.